A experiência é a principal marca do setor metalmecânico do Espírito Santo, segundo o último levantamento realizado pelo Sindifer. Do total de empresas
instaladas, mais da metade – mais precisamente 55,3 por cento – está com mais de dez anos de funcionamento.
A grande maioria delas é formada por empresas em fase de transição, estão, pois crescendo de pequeno para médio porte. Isso se verifica, sobretudo, no fato de que 43,5 por cento delas possuem faturamento superior a R$ 1,2 e inferior a R$ 10,5 milhões/ano.
Boa também é a capacidade produtiva do setor. Alcança 14.409 toneladas no item “Estrutura e Caldeiraria”; 681.693 homens/ hora no item “Montagem e Manutenção” e 34.610 horas/máquina no último, “Usinagem”. Também emprega bem. Oito por cento das empresas têm até dez empregados; 36 por cento, de 11 a 50; 17 por cento, de 51 a 100; 28 por cento, de 101 a 500; e 11 por cento, mais de 500.
As deficiências são mostradas, por exemplo, quando se fala em faturamento e escolaridade. No primeiro, o setor fatura pouco em se comparando com o restante do Brasil. No que toca ao segundo, a necessidade de melhorias também é grande. Boa parte dos trabalhadores – 36 por cento – tem apenas o ensino médio completo.
O lado positivo é que se investe muito em treinamentos de mão de obra: 87,2 por cento das empresas fazem isso. E o mesmo acontece em áreas de saúde, meio ambiente e segurança do trabalho.
Outro ponto positivo diz respeito a programas de qualidade: 76 por cento os possuem, principalmente ISO 9000 e Prodfor. Isso porque o setor trabalha para grandes empresas como Arcelor Mittal Tubarão (a antiga CST), Samarco, CVRD e Aracruz Celulose, dentre outras. A participação atual das empresas locais no setor, como conclui o estudo do Sindifer, “é de grande impacto para o desenvolvimento e absorção de novas tecnologias, possibilitando a agregação de valor nos serviços e materiais oferecidos pelos fornecedores capixabas”.



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