Produção da indústria tem expansão de 0,7% em julho
A produção industrial cresceu 0,7% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, interrompendo cinco meses seguidos de resultados negativos, período em que a atividade acumulou retração de 3,5%, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de 0,7% foi o melhor resultado desde janeiro deste ano, quando o setor havia crescido 2,5% na comparação com dezembro. Em junho, havia sido registrada queda de 1,4%.
Já em relação a julho de 2013, a produção caiu 3,6%, marcando a quinta taxa negativa consecutiva, ainda segundo o IBGE. No ano, a produção da indústria acumula queda de 2,8%, enquanto que em 12 meses o recuo chega a 1,2%. O índice de média móvel trimestral da produção industrial registrou queda de 0,5% no trimestre encerrado em julho em relação aos três meses até junho.
2O IBGE revisou o resultado da produção industrial de maio ante abril, de -0,8% para -0,9%. Também foram revistos os resultados de março (-0,7% para -0,6%). Além disso, a produção de bens de capital mostrou queda de 12,7% em junho ante maio, em vez dos -9,7% apurados inicialmente. Na comparação com igual mês do ano anterior, o IBGE revisou a queda de junho, de -6,9% para -7,1%.
Atividades - Dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE, a produção industrial cresceu em 20 no mês de julho em relação a junho. As principais influências positivas vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+44,1%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (+8,5%).
Outras contribuições positivas importantes foram dadas pelos ramos de outros equipamentos de transporte (+31,3%), de máquinas e equipamentos (+7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+13,1%), de outros produtos químicos (+2,4%), de confecção de artigos de vestuário e acessórios (+8,6%), de produtos farmacêuticos e farmoquímicos (+5%), de produtos têxteis (+5,9%), de produtos de minerais não-metálicos (+2,5%) e de indústrias extrativas (+1,1%).
Por outro lado, a produção de alimentos recuou 6,3% em julho ante junho, sendo a principal influência negativa no índice. Também teve retração a produção de coque, petróleo, derivados e álcool (-2,6%).
Bens de capital - A produção de bens de capital cresceu 16,7% em julho sobre junho, enquanto na comparação com julho de 2013 o indicador mostrou queda de 6,4%. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, houve queda de 7,8% na produção de bens de capital. Já no acumulado em 12 meses, o recuo é de 0,1%.
Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou aumento de 7,1% na passagem de junho para julho. Em relação a julho do ano passado, houve recuo de 2,8%. No acumulado do ano, a queda é de 2,0%, enquanto a taxa em 12 meses é de -0,8%.
Na categoria de bens de consumo duráveis, julho foi de aumento de 20,3% na produção ante junho, e de queda de 13,7% em relação a igual mês de 2013. Entre os semiduráveis e os não duráveis houve avanço de 0,7% na produção em julho ante junho, e avanço de 0,6% na comparação com julho do ano passado.
Para os bens intermediários, o IBGE informou que o indicador caiu 0,3% em julho ante junho. Em relação a julho de 2013, a produção diminuiu 3,6%. No acumulado do ano, o instituto observou queda de 2,5%, enquanto a taxa em 12 meses ficou em -1,8%. (AE)