Indústria pagará mais 34,3%, diz Firjan
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) prevê que o custo da energia para a indústria crescerá 34,3% este ano. A entidade revisou sua projeção, que inicialmente estava em 27,3%. Na revisão, foram levados em conta o fim do subsídio do Tesouro e estimativas conservadoras sobre as condições do novo empréstimo ao setor.
Na revisão de suas projeções sobre o custo da energia para a indústria, a Firjan apontou ontem crescimento de 0,4% no valor médio, passando de R$ 402,2 por megawatt/hora (MWh) para R$ 403,8 por MWh. Nesse cálculo, foram levados em conta os primeiros reajustes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desde o início do ano.
Segundo a Firjan, hoje o país já ocupa a sexta posição na lista dos países com a energia mais cara para a indústria. O topo do ranking de 28 países elaborado pela entidade é ocupado pela Índia, com custo de R$ 596,96 por MWh.
A projeção de aumento para 2015 pode chegar a 39,8% se o governo optar por elevar em 50% o valor da bandeira vermelha. Nesse caso, o custo da energia em dezembro de 2015 alcançaria R$ 504,81 por MWh. Ainda não estão incluídos na conta o repasse do aumento do custo de energia de Itaipu e eventuais pedidos de reajustes extraordinários das distribuidoras, informou a Firjan.
Expectativa - Já o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, reafirmou ontem a expectativa de que o reajuste de tarifa de energia fique abaixo de 40%. Questionado, Braga afirmou que, "ao longo dos 12 meses", continua acreditando que o impacto "seria aquele que temos dito".
"Houve alguns reajustes que aconteceram ordinários anteriores ao processo de renegociação daquele contrato de financiamento", disse. Segundo o ministro, seria realizada ontem pela manhã uma reunião para dimensionar o que ocorrerá nos próximos reajustes extraordinários nos casos em que já houve reajuste ordinário, que é feito todos os anos.
"Pelos estudos do Ministério, os reajustes médios serão inferiores ao que os senhores estão falando", disse Braga, ao ser questionado sobre perspectivas de reajustes de tarifa de até 60%.
Conforme reportagem recente, o impacto do fim do subsídio oferecido pelo Tesouro, somado ao aumento do preço da energia de Itaipu e aos reajustes ordinários, pode gerar alta de tarifa superior a 60% para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. (AE)