A expectativa da entidade é que a produção de aço bruto cresça 6,5% em 2015 sobre o ano passado, atingindo 36,1 milhões de toneladas. Já as vendas internas devem recuar a 19 milhões de toneladas. Os indicativos são que as exportações devem ser o peso no crescimento da produção de aço no Brasil em 2015, devido a desvalorização do real contra o dólar, com destaque para os produtos semi-acabados. Já as expectativas do setor para as vendas internas é de queda em torno dos 8%, ante crescimento de 4% prevista para o ano.
O consumo aparente de aço no País deve fechar o ano de 2015 com queda de 7,8% em relação a 2014, atingindo 22,7 milhões de toneladas, patamar próximo ao registrado em 2007, segundo previsões do Instituto Aço Brasil. As vendas internas tem queda prevista de 8,0% este ano, atingindo 19,1 milhões de toneladas.
As importações deverão atingir 3,7 milhões de toneladas, representando queda de 6,3%. Apesar das condições adversas do mercado internacional, as exportações deverão atingir 13,5 milhões de toneladas, representando 38,1% a mais do que no ano passado, basicamente face às remessas de semiacabados.
Estes números são reflexo da deterioração do cenário político-econômico nacional e da contínua perda de competitividade sistêmica que atinge a indústria brasileira do aço assim como também seus principais setores consumidores. Custo de energia elétrica, elevada carga tributária, custo do capital, cumulatividade de impostos e câmbio, e a “Operação Lava Jato”, que são alguns dos fatores que impactam a competitividade da indústria de transformação brasileira.
Mantidas essas condições, as usinas brasileiras de aço continuarão a ter dificuldades na competição com importados e na exportação, fazendo com que permaneçam operando com baixo nível de utilização de sua capacidade instalada.
A mudança desse cenário representa um grande desafio, devido às assimetrias competitivas e as questões conjunturais, como o fraco desempenho da economia do País e a existência de grande excedente de capacidade instalada de produção de aço no mundo, que subiu para a ordem de 700 milhões de toneladas, segundo dados da Worldsteel Association.
“As exportações brasileiras de aço este ano devem saltar cerca de 38%, para 13,5 milhões de toneladas, influenciadas pela desvalorização do real contra o dólar e sendo formadas basicamente por produtos semi-acabados (placas, blocos e tarugos). Já as importações devem recuar 6,3%, a 3,7 milhões de toneladas”, aponta o IABr.