Empresários querem eliminar gargalos de crescimento mundial
Representantes da Coalizão B20, que reúne empresários das 20 maiores economias do mundo, divulgaram propostas para eliminar gargalos que impedem a expansão de emprego e investimento nos países que enfrentam dificuldades de crescimento. As propostas, divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília, fazem parte do documento paralelamente à reunião do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ocorreu em Washington (Estados Unidos), com a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Uma das propostas sugere que governos liderem a construção de um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento sustentável. Para isso, pedem a implementação urgente, pelos governos do G20 (grupo dos principais países industriais do mundo), de reformas estruturais, ajustes fiscais, política monetária, reformas trabalhistas, facilitação de comércio e promoção da tecnologia. No âmbito do Brasil, segundo a CNI, o documento é importante para alertar o governo e a sociedade sobre a necessidade do ajuste fiscal. “[É] fundamental [no ajuste fiscal] dar prioridade à melhoria do ambiente regulatório, por exemplo. A crise tem que ser também um momento de transformação em direção à criação de melhores condições para o crescimento.”
Exportações aos árabes crescem em valor e em volume
O valor das exportações brasileiras aos países árabes cresceu pela primeira vez no ano em março. De acordo com os dados do período divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o Brasil exportou US$ 1,036 bilhão aos países do Oriente Médio e do Norte da África em março, valor 1,03% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. O volume total exportado em março atingiu 3,8 milhões de toneladas, com expansão de 27,7% sobre igual mês de 2014.
Açúcar foi o principal produto exportado aos países do Oriente Médio e do Norte da África. As vendas do produto somaram US$ 259,1 milhões, com expansão de 10,7% em valor. Em volume, foram embarcadas 758,9 mil toneladas, com alta de 20% sobre março de 2014. Carne de frango foi o segundo principal produto exportado, com vendas que somaram US$ 214,3 milhões, uma queda de 6,2%. Em volume, foram embarcadas 135,4 mil toneladas, 2,7% a mais do que em março do ano passado. Minério de ferro foi o terceiro produto mais exportado: as remessas somaram US$ 133,9 milhões em março, com queda de 37,9% em comparação com igual período do ano passado. Em volume, os embarques somaram 2,47 milhões de toneladas, ou 29,7% a mais.
Delegação tunisiana vem buscar negócios no Brasil
O ex-embaixador tunisiano em Brasília Hassine Bouzid vai liderar uma delegação ao Brasil para participar de reunião do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia e da feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas). A mostra da Apas ocorre de 4 a 7 de maio, e a reunião do conselho, no dia 5. Bouzid chefiou a representação diplomática tunisiana no Brasil de 2000 a 2005. Depois de deixar o cargo, e até recentemente, ele serviu como embaixador da Liga dos Estados Árabes em Madri, na Espanha.
SP exporta produtos de baixa tecnologia
Em 2014, o estado de São Paulo foi responsável por movimentar uma corrente de comércio de US$ 142,7 bilhões, ou 30,0% de todo o fluxo comercial do país. No entanto, apenas 11,1% do total exportado pelo estado são produtos de alta intensidade tecnológica. A maior parte das exportações (30,4% do total) corresponde a produtos de baixa tecnologia, segundo classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os dados são resultado de levantamento feito pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O Perfil do Exportador Paulista (PEP) mostra que, em contrapartida, as importações das indústrias do estado se concentram em produtos de alta tecnologia (25,2%). O diretor titular-adjunto do Derex, Vladimir Guilhamat, explica que importar tecnologia não é um problema, já que isso faz parte da inserção da indústria nas cadeias regionais e globais de valor. A questão é não ter um setor produtivo capaz de impulsionar, da mesma forma, as exportações de manufaturados e produtos de alto valor agregado.
Abimaq realizará feiras próprias no próximo ano
Com apoio de 32 câmaras setoriais, que representam o universo de máquinas-ferramenta do País, a Abimaq vai promover três importantes feiras nos segmentos de metalmecânica, máquinas-ferramenta e plástico. Decisão segue tendência mundial de um modelo de feiras próprias de entidades, e está sendo viável pelo projeto do São Paulo Expo, em breve o mais moderno centro de exibições e convenções da América Latina. “Há décadas a Abimaq sonha em ter suas próprias feiras. Estamos conseguindo colocar esse projeto de pé e fazendo história”, celebra Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da entidade.
A apresentação do projeto de realização da Feimec – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, Expomafe– Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial e Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha aos representantes de um universo de 7.500 empresas associadas à entidade coube a José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da Abimaq.