Perspectiva de crescimento econômico cai 0,9%, diz FGV
O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo The Conference Board, recuou 0,9% em abril, atingindo a marca de 90,3 pontos.
O resultado segue-se a recuos de 1,1% em março e de 1,4% em fevereiro. Os índices de termos de troca, de expectativas da indústria e de exportações contribuíram negativamente para o resultado de abril.
"O Iace para o Brasil continuou sua tendência de queda em abril, embora a sua taxa mensal de declínio tenha sido moderada", disse Paulo Picchetti, economista da FGV. "No entanto, apesar desta ligeira moderação, o persistente enfraquecimento dos principais componentes do indicador continua a sugerir que a rápida deterioração da atividade econômica brasileira não será revertida tão cedo", diz Picchetti.
O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que mensura o nível atual de atividade econômica, permaneceu inalterado em abril, registrando a marca de 104,0 pontos. O resultado segue-se aos recuos de 0,1% em março e 0,6% em fevereiro. Três dos seis componentes contribuíram positivamente para o índice de abril.
O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados "ruídos" que influenciam os indicadores, segundo a FGV.