Segundo o presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Findes, Haroldo Massa, à primeira vista 600 empregados capixabas serão impactados
Menos de 24 horas apósCerca o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, anunciar a assinatura da Medida Provisória que cria o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), 15 empresas capixabas solicitaram aos sindicatos patronais sua adesão. Caso todas elas ingressem no PPE, pelo menos 600 empregados capixabas serão impactados.
Segundo o presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Haroldo Massa, grande parte das corporações interessadas no programa são do setor Metal Mecânico. No entanto, ele acredita que empresas de outros setores, como o alimentício e o de produção, também ingressarão. “A medida ainda é muito recente para estimarmos um número de empregados que sofrerão redução de jornada, qualquer avaliação ou projeção é muito precoce”, afirmou.
A MP 680, que foi divulgada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (7), permite a redução da jornada de trabalho e dos salários dos empregados na indústria em até 30% em tempos de crise ou de queda expressiva de produção. Para o empregado, o salário será cortado em até 15%, mas haverá complementação do valor com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). "A redução temporária da jornada de trabalho poderá ter duração de até seis meses e poderá ser prorrogada, desde que o período total não ultrapasse doze meses", determina o texto.
Para o presidente do conselho da Findes, a medida evita a demissão em massa, mas é um “remédio muito amargo e pouco duradouro, se não houver medidas efetivas de ordem econômica e tributária”. E completou: “é imperativo que essas mudanças sejam implementadas para que as empresas e a produção voltem a crescer”.