Venceu em janeiro o acordo de manutenção do emprego dos trabalhadores metalúrgicos das empresas terceirizadas da Samarco. O ato foi firmado após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, Minas Gerais, no ano passado, que ocasionou na paralisação das atividades da unidade de Anchieta. Neste período, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Espírito Santo (Sindifer) tentou negociar com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos no Estado (Sindimetal) o regime de “layoff” - quando o empregado fica afastado, mas recebe parte do salário por meio de adiantamento do seguro-desemprego -, semelhante ao que a mineradora havia acertado com os seus próprios funcionários. Porém, a tentativa de negociação não logrou êxito e, diante da falta de perspectiva de retorno da operação da Samarco no Espírito Santo, as terceirizadas estão recorrendo ao desligamento dos funcionários.
São mais de 20 empresas que prestam serviços à mineradora e somam um faturamento de R$ 200 milhões por ano. Ao todo, 800 trabalhadores devem ser desligados, sendo que metade já foi afastada. A maior parte destes funcionários atua nas áreas de manutenção, como mecânicos, eletricistas e caldeireiros. Os representantes do Sindifer têm realizado diversas ações em apoio a Samarco e em prol dos trabalhadores, junto às entidades da região sul do estado. Uma dessas ações será a visita à Brasília, amanhã (01), para buscar apoio do Governo Federal e acelerar a volta das atividades da mineradora, com o intuito de diminuir os impactos econômicos que têm sido gerados na região sul capixaba e em todo o Espírito Santo.