Incremento é pontual. Pelo momento não há expectativa de reversão dos indicadores de emprego e renda nacionais
Depois de três meses consecutivos de queda, o faturamento da atividade industrial mineira alcançou em abril, após o ajuste sazonal, um crescimento de 2,7% em relação a março. O incremento,contudo, é considerado pontual: pelo momento, não há expectativa de reversão dos indicadores de emprego e renda nacionais capazes de impulsionar as vendas da indústria, a ponto de o ano ser encerrado em patamares positivos.
Divulgados nesta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), os dados integram os resultados mensais da Pesquisa Indicadores Industriais junto a 238 empresas. Além do faturamento real, são variáveis pesquisadas o emprego, as horas trabalhadas na produção, a massa salarial real, o rendimento médio real e a utilização da capacidade instalada.
No acumulado do ano, o faturamento real da indústria mineira caiu 14,2% em relação ao mesmo período de 2015. Com uma variação negativa de 44,6%, o setor de veículos apresentou a maior queda, seguido pelo segmento de máquinas e equipamentos que teve retração de 23,8% e de vestuários e acessórios, de 21,6%.
Todas as demais variáveis da Pesquisa de Indicadores Industriais são negativas e apresentam retração. As horas trabalhadas recuaram 0,6% em abril em relação a março, desconsiderados os efeitos sazonais. Na comparação em relação a abril do ano passado, o decréscimo foi de 5,4% e representa o 26o consecutivo desta variável. O nível do emprego reduziu 0,4% em abril em relação a março. Sem as influências sazonais houve recuo pelo 14o mês consecutivo. Também a massa salarial real apresentou retração em abril de 1,2%, retirados os efeitos sazonais.