A confiança do industrial atingiu em junho o melhor nível desde novembro de 2014, divulgou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) saltou para 45,7 pontos. A segunda alta consecutiva. Em maio o indicador já havia alcançado 41,3 pontos. O ICEI varia de zero a 100. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes no quadro econômico atual e nas condições futuras.
A melhora na percepção do industrial, em geral, está mais relacionada com a perspectiva para os próximos seis meses, que subiu de 47 pontos, em maio, para 51,1 pontos em junho. Desde outubro de 2014 o índice de expectativas encontrava-se abaixo dos 50 pontos. Em junho do ano passado, o indicador era de 43,6 pontos, conforme a pesquisa divulgada pela CNI. Segundo a entidade, ao analisar a percepção quanto as condições atuais, o indicador ainda é bem baixo: 35,1 pontos em junho, ante 30,1 em maio e 29,6 no mesmo mês de 2015.
Dentre os empresários mais confiantes, destaques para os segmentos da indústria de bens de consumo de primeira necessidade como: alimentos (48,8 pontos), bebidas (48,5 pontos), limpeza e perfumaria (48,8 pontos) e farmacêuticos (48,6 pontos). O levantamento mostra que os executivos de setores de transformação de commodities metálicas e produção de veículos continuam menos otimistas. O destaque, neste caso, fica por conta do ramo de outros equipamentos de transporte: 34,7 pontos para 34,7 pontos, entre maio e junho - o pior desempenho.
Porte
No recorte por porte de empresa, ICEI das grandes empresas registram o melhor patamar entre maio e junho, passando de 43 pontos para 47,7 pontos. Já as médias empresas avançaram de 40,2 pontos para 44,1 pontos. Entre pequenas empresas o indicador saiu de 38,8 pontos para 43,1 pontos, informou a CNI. Em junho do ano passado, o ICEI estava em 40,2 pontos, 37,2 pontos e 38,1 pontos, respectivamente, para as grandes, médias e pequenas indústrias. A CNI observou que o ICEI das empresas de grande porte é o maior dos últimos 24 meses, embalado pela indústria de extração mineral. O indicador do setor subiu 1,8 ponto de maio a junho, para 54,4.