Apesar de ainda não contar com um balanço dos prejuízos por causa da paralisação da Polícia Militar, presidente do Sindifer prevê ano complicado para o setor e vê no associativismo um alento
O ano de 2017 chegou exigindo cautela dos empresários capixabas. O atual calendário conta com cerca de 14 feriados “enforcáveis”, possibilitando dias improdutivos e financeiramente irrecuperáveis. Como se isto não bastasse, a Polícia Militar capixaba se manteve aquartelada, impedida de sair para as ruas pelo bloqueio feito por parentes dos policiais em frente aos quartéis, em protesto por melhorias nas condições de trabalho. Foram cinco inesperados dias com indústria e comércio completamente parados.
Neste período, os níveis da violência aumentaram muito. Cerca de 300 estabelecimentos comerciais foram saqueados em todo o Espírito Santo, ônibus foram incendiados, os rodoviários pararam de circular e a população ficou refém dentro de suas casas. Boa parte dela é formada por trabalhadores, inclusive da indústria, que ficou muito prejudicada com este imprevisto, de acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindifer), Lúcio Dalla Bernardina.
“O prejuízo foi enorme para toda a sociedade. As empresas situadas em Vitória e Serra, algumas sediadas em áreas de vulnerabilidade social, acabaram tendo prejuízos vultuosos, pois os funcionários não conseguiram ir trabalhar por cinco dias consecutivos”, diz.
Outra consequência trágica foi o adiamento do Vitória Stone Fair. Para Dalla Bernardina este foi um golpe duríssimo para o setor de rochas ornamentais e metalmecânico. “Foi ruim, sobretudo, para a imagem do Espirito Santo, já que muitas pessoas vêm de fora do estado e do país para acompanhar o evento. Os expositores também perderam seus investimentos. Pode ser que o evento se realize no meio do ano, mas acredito que apenas parte do prejuízo seja recuperável”.
Associativismo
O presidente do Sindifer acredita que este seja um momento de união entre as empresas do setor metalomecânico, bem como de todo o segmento produtivo capixaba. “O associativismo neste período é muito importante. Durante este período complicado, nos reunimos quase todos os dias com nossos associados para trocar e debater sugestões sobre como contornar tudo isto. Várias cabeças pensam melhor do que uma”, finaliza.
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