O Passaporte Industrial foi desenvolvido pela Câmara Setorial das Indústrias de Base e Construção da Findes, a partir de uma demanda detectada nos sindicatos da indústria de base, liderada pelo Sindifer. O mecanismo vai unificar 41 procedimentos médicos e dez treinamentos comuns às grandes plantas industriais do Estado: Vale, Arcellor, Fibria e Samarco. A ideia é implantar um procedimento comum visando à integração do trabalhador, diminuindo o tempo e o custo das contratações. Os dados estarão disponíveis em um banco de dados e serão sigilosos.
Entre os principais gargalos a serem contemplados pelo Passaporte está a morosidade na mobilização de trabalhadores, repetição de treinamentos e exames para ingresso nos contratos, e o aumento do custo com mobilização de trabalhadores. Existem duas modalidades de empresas que podem fazer a adesão: empresas contratadas ou credenciadas.
As contratadas são aquelas empresas terceirizadas dos grandes complexos industriais. Assim que aderirem ao passaporte recebem login e senha para cadastrarem os documentos dos seus trabalhadores. O investimento para estas empresas é de R$ 285 fixo por mês + R$ 1,70 por cada passaporte emitido - ou seja, ela pode ter 500 empregados, mas só incluir 200 do passaporte.
A outra forma é como empresa credenciada, que são empresas que prestam serviços de treinamento e exames médicos para as empresas contratadas. É preciso que a empresa obedeça a uma série de requisitospara que possa ser credenciada no Passaporte. Isto garantirá a qualidade na prestação dos serviços de treinamento, da elaboração dos documentos legais e dos exames médicos. As credenciadas pagam R$ 170 por mês, independente da quantidade de exames médicos ou de treinamentos que ela faça.
Para tirar dúvidas e/ou fazer a adesão, a empresa interessada deve enviar e-mail para
corsi@findes.org.br.